terça-feira, 25 de novembro de 2008

Políticas Públicas para/com/as Juventudes


Formular políticas públicas exige um processo de participação e mobilização da população, não apenas uma consulta, mais a ampla participação na formulação e aplicação das mesmas.
Na maioria dos casos, a juventude só se torna objeto de uma política pública quando associada a ações negativas.
Temos que avaliar o tamanho do desperdício de talentos, de sonhos e de energia de mudança que vem ocorrendo por falta de melhores oportunidades de educação, de trabalho e de lazer.
Falamos em políticas para o jovem que possibilita a realização de sonhos, a elevação da pessoa à condição de sujeito e a concretização de expectativas de futuro aos jovens.

Somando tudo isso separamos 7 pontos essências na construção, aplicação e pensamento de políticas publicas para a juventude:


1) O jovem é parte da solução, portanto já não pode mais ser visto simplesmente como um problema.
· O jovem deve ser visto como participante ativo, solidário, construtivo e criativo na solução de problemas reais, na escola, na família, na comunidade e na vida social mais ampla.
O jovem é parceiro e não mero receptor das ações do "mundo adulto": os jovens devem ser encarados como interlocutores e parceiros ativos no trabalho social, político e educativo a eles dirigidos.
O potencial dos jovens é mais importante que suas vulnerabilidades.


2) Partir dos ‘problemas da juventude’ para soluções concretas. Ao contrário de focalizar o jovem como o problema, assumir a construção de uma nova ‘política para a juventude’, um conjunto de ações articuladas (de políticas de educação, cultura, saúde, de luta contra a exclusão etc.) para todos os jovens cidadãos, assegurando a diversidade de formas de ser, pensar e agir da juventude e das diferentes "tribos".

3) Fazer política juvenil (sem demagogia) com a participação do jovem, pelo jovem e para o jovem. Criar mecanismos que incentivem e garantam a participação direta do jovem na esfera pública, colaborando na resolução de problemas reais e envolvendo-o como agente principal em questões que lhe dizem respeito.

4) As propostas da juventude e para a juventude devem fazer parte de um projeto mais amplo (educação, lazer, cultura, saúde, meio ambiente, participação política etc.) e, ao mesmo tempo, criar/consolidar meios e critérios que atendam sua especificidade. Por exemplo: abrir espaços alternativos no atual mercado de trabalho (ou encontrar fórmulas cooperativas auto-sustentáveis) para que os jovens até então excluídos possam aprender, sintam-se incluídos na sociedade e recebam algo positivo em troca daquilo que estão podendo oferecer para sua própria comunidade, num exercício explícito de cidadania.

5) Qualquer política para a juventude deve priorizar sobretudo os vínculos com a família, com a escola e com outros ambientes e equipamentos sócio-culturais; essa deve ser a regra, jamais a exceção. Em segundo plano está o trabalho sócio-educativo com os chamados jovens "em conflito com a lei", mas antes de pensarmos na correção devemos centrar esforços na prevenção: restaurar os laços do adolescente com a família, com a sociedade e a cultura, produzir e ampliar suas trocas (materiais, afetivas e sociais), garantir seus direitos e definir seus deveres.

6) O planejamento e a execução de uma política consistente nas áreas de educação (do ensino básico à universidade gratuita com acesso facilitado aos jovens carentes), profissionalização (cursos técnicos, bolsa-escola, bolsa-trabalho), esporte, cultura, saúde e meio ambiente contribuem para a construção de laços de pertinência e participação comunitária; para a conformação de projetos de vida, com horizontes e perspectivas de futuro; e conseqüentemente para a ‘prevenção’ dos desvios para a violência e para a criminalidade.

7) Portanto, entendemos que a tarefa maior é ajudar o jovem a construir a sua identidade e o seu projeto de vida. Isto inclui, além das oportunidades educacionais e de profissionalização, uma política construtiva do tempo livre, de garantia de seus direitos fundamentais, da preservação do ambiente e melhoria da qualidade de vida, e da inserção sócio-cultural e política.

Um comentário:

Bárbara Heliodora disse...

SERIA CÔMICO SE NÃO FOSSE TRÁGICO ... primeiro a prefeitura cria cargos, como a Coordenadoria de Defesa Civil, depois os funcionários da Adminsitração Municipal requerem aumento de 5 e alguma coisa %, justo num momento de crise mundial em que as receitas da prefeitura serão cortadas em 12%? Aí cortam bolsas de estudo, diminuem viagens de ambulâncias e ainda cortam o Bloco das Piranhas, tradicionalíssimo há 36 anos, já que Ubá continua sem Carnaval... o que pensar, o que fazer? Como disse aquele velho "senador caxias", o povo é que nemgado, não sabe a força que tem.